Cirurgia pós-bariátrica

 

 

Com a estabilização do peso corporal após a cirurgia bariátrica, o bem-estar do paciente melhora substancialmente, mas a auto-estima continua comprometida pela flacidez da pele, como se o tratamento não estivesse totalmente concluído. A cirurgia plástica pós-bariátrica corrige as deformidades que causam incômodo, completando a qualidade de vida tão almejada.

 

 

 

Como é a cirurgia?

 

Os procedimentos comuns envolvem as áreas do abdome, das mamas, dos braços e das pernas. Desde que haja indicação, podem ser empregadas várias técnicas de cirurgia plástica, em geral adaptadas especialmente para a correção de distrofias causadas pelo emagrecimento maciço.

As associações de cirurgias são possíveis, mas dependem de uma avaliação individualizada, conforme a conveniência e disponibilidade de tempo para recuperação, ponderando as vantagens e desvantagens. As mais freqüentes são:

 

 

A programação de cirurgias reparadoras podem ocorrer em série com intervalos médios de 4  meses. A realização desta série, em geral se baseia no sucesso do primeiro procedimento reparador.

 

Indicações

 

Os pacientes candidatos ao tratamento devem ter completado um ano de cirurgia bariátrica, pelo menos, e com perda de peso maior de 75% do excesso pré-estabelecido, com estabilidade de peso há pelo menos 3 meses. Cumprindo estes critérios, exames devem ser realizados para avaliação de alguma deficiência nutricional, assim como para risco cirúrgico.

Além disso, é preciso estar pronto do ponto de vista psicossocial. Se o paciente apresentar depressão ou algum tipo de compulsão que veio substituir a comida, a cirurgia plástica pode ser contra-indicada. O ideal é ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar desde o início do tratamento, preparando-se bem para todas as etapas da redução de peso.

 

Resultados

 

Logo após a cirurgia nota-se uma grande diferença. A vida fica mais saudável e a auto-estima recuperada. As cicatrizes, em geral, são grandes, proporcionais à área trabalhada e à quantidade de pele retirada. A aparência das marcas melhora por volta de um ano pós-operatório.

Problemas como diabetes, anemia, alterações cardiovasculares e maior incidência de trombose são comuns em ex-obesos, exigindo uma extensa avaliação clínica e psicológica no pós-operatório. O paciente necessita de acompanhamento de nutricionistas, psicólogos, além do apoio familiar e do cirurgião.